segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ele estava em todo lugar. A penetrante luz do sol deixou as minhas pálpebras vermelhas, e a cor se ajustava, combinava com o calor. O calor estava em todo lugar. Eu não podia ver ou ouvir ou sentir outra coisa que não fosse Jacob.
A pequena parte do meu cérebro que retinha a sanidade gritava perguntas pra mim.
Porque eu não estava parando isso? Pior que isso, porque eu não podia encontrar em mim mesma nem o desejo de querer pará-lo? O que significava eu não querer que ele parasse? Que as minhas mãos estavam agarrando os ombros dele, e que elas gostavam que eles fossem largos e fortes? Que as mãos dele me puxassem com tanta força contra ele, e mesmo assim isso não era o suficiente pra mim?
As perguntas eram estúpidas, porque eu sabia a resposta: eu estive mentindo pra mim mesma.
Jacob estava certo. Ele esteve certo o tempo inteiro. Ele era mais que só meu amigo. Era por isso que era tão impossível dizer adeus a ele - porque eu estava apaixonada por ele.

Eclipse Capt 23

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