sábado, 15 de maio de 2010

Eu estava disposta a tentar. Sabia que isso poderia custar o meu orgulho, mas que orgulho, quando na verdade o que realmente importa é encontrar a felicidade? Não poderia pregar meus olhos sem isso, mas não sabia quando voltaria a pregá-los depois de tudo. Não haviam respostas, na verdade elas estavam inclusas, em palavras meio ditas, meio omitidas. Não haviam planos futuros, e talvez por isso estávamos parados ali, no mesmo lugar, nos tratando como estranhos. De alguma maneira era como se estivessem claras ali nossas intenções, completamente opostas. E você estava virando as costas para mim, para meus sentimentos. E mesmo assim, não poderia ter raiva de você, eu sentia que isso era preciso, mas não poderia. Tentar não foi o suficiente, talvez não tenha sido nem o certo, então agora é a hora de baixar os olhos, sair de vez desse jogo, onde o juiz já apitou há um tempo. Há um mês. De alguma forma, não será nunca mais o mesmo, não serei nunca mais quem fui, e você não me verá com os mesmos olhos, o que trará mudanças. Mudanças essas que nos separam cada vez mais.

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